Em abril de 1985, o presidente da Fundação João Pinheiro, ex-reitor da
UFMG e futuro ministro da Cultura do Governo José Sarney, Aluísio Pimenta,
falava à UFOP em uma aula inaugural intitulada “Rumos da Universidade
Brasileira”. A reportagem de Regina Gaspar saiu no Jornal de Ouro Preto, no dia
4 de abril do mesmo ano e traz os pontos gerais da discussão, contando ainda
com as vozes do reitor da UFOP, Fernando Antônio Borges Campos, e do professor
Fernando Abecê.
O momento em que
se vivia o Brasil pautava a aula, assim como o papel que a universidade deveria
desempenhar socialmente como instituição humana. Discutia-se ainda o
desenvolvimento da pesquisa acadêmica e da extensão e sobre a organização da
instituição em relação aos seus departamentos, à sua administração e ao governo
e tudo isso se relacionando com a sociedade.
Uma falta de
tradição da universidade no Brasil seria o primeiro marco para notificar a
inabilidade apresentada pela instituição em relação ao que a sociedade
necessitava. As dificuldades da educação básica e superior foram colocadas
como ponto a ser mudado. Assim como as condições monetárias que sendo
irregulares influíam negativamente em toda a estrutura, no dia-a-dia e em
momentos-chave.
A solução seria
talvez uma maior autonomia da universidade em relação ao governo e dos
departamentos em relação à universidade, com cada nível administrativo apenas
convivendo com a tutela do superior.
O que se queria
alcançar:
- a sociedade – os professores, os alunos, os funcionários da instituição, a região onde se instalara o prédio da universidade.
- A extensão e a pesquisa, as correntes tradicionalista e reformista, encaminhadas e paralelas, em direção a um maior contato entre todos envolvidos, para uma “colaboração com o desenvolvimento do ser humano”.
- Movimentos para que a universidade assumisse seu papel criador e construtor: “[...] um povo fácil de governar, difícil de se dominar e impossível de se escravizar”.
Reportagem completa:
Quais os rumos da universidade brasileira HOJE?!



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